Ficar em forma é importante, mas toda dieta tem limites. Muitas vezes, uma pessoa que está em forma se olha no espelho e se vê gorda. Como consequência, cria uma relação doentia com os alimentos e começa a fazer dietas que não fazem sentido.
Isso acontece quando a pessoa tem algum distúrbio alimentar como a anorexia ou a bulimia. Há também transtornos que fazem comer compulsivamente, o que naturalmente leva ao ganho de peso.
Uma pesquisa do Ibope mostra que 80% das brasileiras está preocupada com a forma física, embora 65% delas admitam que quebrariam a dieta de vez em quando pelo prazer de comer de consumir um alimento saboroso.
Apesar da predisposição genética, existe uma carga cultural que direciona as mulheres a desejarem um modelo de visual. No Renascimento, por exemplo, a moda era ser acima do peso, pois a gordura era um símbolo de opulência e até de saúde, já que a Europa se recuperava da peste negra, doença que matou mais da metade da população da época.
Ao longo dos tempos, a moda foi evoluindo e variando. A magreza aparece pela primeira vez como um padrão de beleza na década de 1960, simbolizada pelos traços de boneca da modelo Twiggy. Nos anos 1980, os músculos passam a ser valorizados; na década seguinte, as curvas se tornam o principal traço de beleza feminina. A volta da tendência de modelos magras do século atual preocupa, pois a anorexia cresce entre as adolescentes.
No caso dos transtornos que levam ao consumo excessivo de alimentos, às vezes é preciso usar remédios, pois o problema está ligado à obesidade. Cerca de 8% dos obesos em geral têm o transtorno; entre os que têm obesidade mórbida, o número fica entre 45% e 50%.
De toda forma, a lição que fica é: estar saudável é muito mais importante que tentar alcançar algum modelo de beleza.


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